Eu preciso mesmo comer Fígado na Gestação?
- Nutricionista Rachel Vilaça
- 20 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Se você está grávida e já ouviu que "precisa comer fígado", provavelmente também sentiu aquele misto de dúvida, desconforto e culpa. Afinal, o alimento divide opiniões: enquanto alguns recomendam como “superalimento da gravidez”, outras não suportam nem o cheiro.
Mas... será que o fígado é mesmo indispensável para uma gestação saudável?

Por que tanto se fala no fígado?
O fígado é uma fonte concentrada de nutrientes essenciais para a gestante, como:
Ferro heme (com melhor absorção pelo organismo), importante para prevenir anemia
Vitamina A (retinol), essencial para o desenvolvimento embrionário
Vitamina B12, fundamental para formação do sistema nervoso do bebê
Colina, nutriente crucial para a saúde cerebral
Zinco, importante para imunidade e divisão celular
Ou seja: nutrientes importantes, sim — mas não exclusivos desse alimento.
Toda gestante pode comer fígado?
Depende.
A recomendação não é “coma fígado”. É: se esse alimento fizer sentido para você, ele pode ser incluído com moderação, da forma certa e no momento certo.
Ou seja, não é obrigatório — e nem proibido. É uma questão de estratégia nutricional individual.
E se eu não conseguir comer?
Não precisa forçar. Existem outras maneiras de alcançar as mesmas necessidades nutricionais com combinações inteligentes de alimentos e, quando necessário, suplementação personalizada.
Aliás, esse é um erro comum: achar que só o suplemento resolve tudo.
Mas quando você suplementa sem entender as reais necessidades do seu corpo, pode:
não absorver direito
sobrecarregar seu organismo
e até comprometer sua saúde ou a do bebê
Então… comer fígado é bom ou ruim na gravidez?
A resposta não está no alimento. Está em você.
A pergunta certa não é "comer ou não comer fígado?", mas: “Minha alimentação está realmente cobrindo as necessidades da gestação?”
E é aí que entra o acompanhamento nutricional.
A importância da Nutrição Individualizada na gestação
Durante o pré-natal, sua alimentação é um dos pilares mais importantes — não só para o bebê, mas também para você: sua energia, sua imunidade, sua digestão, seu sono, sua disposição para trabalhar, se exercitar e viver essa fase com qualidade.
Um bom plano alimentar respeita:
sua rotina e preferências
seus exames e carências nutricionais
seu histórico de saúde
seus sintomas e desconfortos
E vai muito além de “o que pode ou não pode comer”. É sobre construir um caminho alimentar seguro, estratégico e nutritivo para esse momento único da sua vida.
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